sábado, 21 de janeiro de 2012

O que mudou desde aquele dia

Em agosto de 2011, o estádio Old Trafford presenciou a maior goleada da história do clássico e uma das mais maiores humilhações na Inglaterra. O campeonato ainda estava no início. Com três partidas, o United conquistava sua terceira vitória e dividia a liderança com o rival City. Já o Arsenal estava com apenas 1 e se preocupava com o futuro.

Hoje, a situação dos times mudou, mas pouco perto do que se previa. O Arsenal fez algumas contratações, as principais foram o zagueiro Mertesacker, o lateral André Santos e o meia Arteta. Para quem esperava um ano frustrante para os Gunners, em partes, se enganou. Se levarmos em consideração as temporadas recentes do time de Londres, a média está sendo mantida, mesmo com a ausência do principal jogador, Fabregas, posto hoje assumido por Van Persie.

O time de Wenger está próximo da zona de classificação para a Premier League, mas as recentes derrotas para Fulham e Swansea diminuíram as esperanças da torcida. A partida de amanhã, contra o United, pode trazer o sonho da vaga na CL ou então apagar de vez as expectativas.

Já o Manchester United continua na briga pelo título nacional. Porém, a temporada está abaixo do que se esperava. Os três pontos que separam o United do City não chega a ser um grande problema, principalmente por ainda haver o confronto direto. Porém, foi exatamente este confronto que mudou o rumo da temporada. A derrota por 6 a 1, em casa, ainda deixa marcas no time, principalmente somada a precoce eliminação na Champions League.

Outro problema que atrapalhou os planos de Ferguson foram as diversas contusões, principalmente no meio-de-campo. Fato que culminou no retorno de Paul Scholes ao time. Para a partida deste domingo, Phil Jones e Smalling estão a disposição do técnico. Anderson está fora. Do lado do Arsenal, Vermaelen é dúvida, assim como o mais importante jogador da história recente do clube, Henry.

Desta vez, cinco meses depois daquele dia, a distância entre os times parece ser menor. Mais equilíbrio entre as equipes que tem objetivos diferentes neste campeonato. Porém, em ambos os casos, o resultado deste domingo deve separar quem vai sonhar de quem ainda pode, de fato, acreditar.


Arsenal x Manchester United
Emirates Stadium
16h (horário local) 14h (horário de Brasília)
Confira pelo twitter @ConexInglaterra

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Premier League: Rodada 21


Rodada importante da Premier League neste final de semana. Já entraremos na 21ª rodada da competição e algumas posições importantes na tabela podem ser alteradas. O líder Manchester City não perderá a primeira colocação nesta rodada, mas pode ser alcançado, ao menos em número de pontos, pelo Manchester United. Já o United está ameaçado de perder a segunda colocação para o Tottenham, que tem o mesmo número de pontos na tabela.

Na briga pela última vaga na Champions, o Chelsea pode perder a posição para o Arsenal, que tenta entrar pela primeira vez na zona dos quatro primeiros colocados. O Liverpool, que está a apenas três pontos de distância dos Blues, não poderá chegar à zona da principal competição européia por conta do baixo saldo de gols.

A rodada marca, também, a estréia de Mark Hughes no QPR, tentando melhorar as condições dos recém promovidos na tabela. O QPR é o primeiro time fora da zona do rebaixamento, apenas um ponto a frente do Bolton, primeiro time na zona da degola, e somente três acima do lanterna Blackburn.

Enfrentando o Everton, o Aston Villa poderá contar com seu mais novo e curto reforço: Robbie Keane que, assim como Donovan (adversário da partida de amanhã) e Henry, está emprestado, por dois meses, na parada da MLS.

Confira os jogos da rodada:

Sábado:
Aston Villa x Everton
Blackburn x Fulham
Chelsea x Sunderland
Liverpool x Stoke
Manchester United x Bolton
West Brom x Norwich
Tottenham x Wolverhampton

Domingo:
Newcastle x QPR
Swansea x Arsenal

Segunda:
Wigan x Manchester City

domingo, 1 de janeiro de 2012

Equilíbrio, Emoção e Técnica, a receita do melhor campeonato do mundo

Muito se fala sobre o nível dos campeonatos pelo mundo. Geralmente com uma certa dose de generalismo e superficialidade, as competições europeias são tratadas por muitos brasileiros tendo dois ou três times, no máximo, que revezam-se no direito de serem os campeões e com resultados óbvios, dos grandes batendo os pequenos.

No último Campeonato Brasileiro, o grande trunfo da competição foi a emoção. Muitas vezes essa justificativa encobria partidas com nível técnico baixo. O fato do clube que seria o campeão brasileiro - Corinthians - perder para o então lanterna América/MG, que também bateria o Fluminense, no Rio de Janeiro. Ou então, o Flamengo, quarto melhor do nacional não vencer o Figueirense, no Engenhão. Enfim, diversos exemplos que mostram a mesma realidade. No Brasil, nos acostumamos a recorrer ao chavão que não existe no mundo um campeonato com o mesmo equilíbrio e emoção.


Deste ponto de vista, os principais campeonatos europeus, como Espanhol, Alemão, Italiano, Inglês, e em um patamar abaixo, Francês e Português, são tratados sendo menos interessantes, pois os campeões são os mesmos por anos consecutivos e as partidas tem resultados mais lógicos.

E, neste final de semana, com o último dia de 2011 e primeiro de 2012, o Campeonato Inglês escancara o quão errado está essa suposição. Nesta temporada - fato que já havia ocorrido em outras - o equilíbrio entre os times está grande e o nível técnico continua alto.

No sábado, o Blackburn superou o poderoso Manchester United, por 3 a 2, em Old Trafford, no aniversário de 70 anos de Alex Ferguson. O jogo, claro, teve os Diabos Vermelhos como protagonista, mas mostrou também que o último colocado, agora penúltimo, teve seus méritos para o resultado. No primeiro tempo, o time do contestado Steve Kean conseguiu manter a posse de bola em diversos momentos e não foi extremamente pressionado. Na segunda etapa, o United melhorou, empatou, mas mesmo assim perdeu a partida para o Blackburn, três vezes campeão do Inglês, que já havia empatado com o Liverpool, em Anfield, na rodada passada.




No domingo, foi a vez do Manchester City não vencer. O Sunderland, seis vezes campeão inglês, foi corajoso e com ótima partida do meio Sessegnon conquistou a vitória, no Stadium of Light, em gol marcado aos 47' do 2º tempo pelo sul-coreano Ji Dong-Won (impedido). O City teve boas oportunidades para fazer seu gol, geralmente esbarrando em falta de pontaria dos atacantes.

Com os resultados, os rivais de Manchester estão empatados com 45 pontos, em 19 jogos. O Tottenham, com uma partida a menos, tem 39 pontos. Arsenal, após péssimo início de competição, é o quarto, com 36. A quinta posição é do Chelsea, derrotado em casa para o Aston Villa (10º colocado), com 34. Liverpool e Newcastle aparecem na sequência.

Deste modo, o Campeonato Inglês entra em sua segunda fase. Diversas equipes perderão jogadores importantes para seleções na Copa Africana de Nações, nos meses de janeiro e fevereiro. A competição está aberta para todos os objetivos, com uma certeza, aliando o equilíbrio e ótimos jogos, afinal é possível se jogar bem e não ser previsível.

O ano de sucessos e instabilidade de Villas-Boas

O ano de 2011 certamente foi o mais importante na carreira do português André Villas-Boas. Após as conquistas do Campeonato Nacional e da Liga Europa com um futebol muito superior aos adversários pelo Porto, o treinador foi contratado para assumir o Chelsea, tendo além de um currículo recente com títulos, grande semelhança de modo de trabalho do compatriota José Mourinho.

Assim como Guus Hiddink, o atual treinador do Real Madrid foram os últimos a gozar de prestígio da direção e torcida do Chelsea – mesmo Mourinho tendo sido demitido por Abramovich. A chegada de Villas-Boas ao Chelsea pode ser considerada como a de um importante jogador, afinal foram precisos 15 milhões de libras para tirá-lo de Portugal - 8 milhões a menos do que a principal contratação entre os atletas para esta temporada, o espanhol Juan Mata.

A trajetória de Villas-Boas pelo Chelsea, cercada de expectativa, teve desde o início pontos altos e baixos. Nas primeiras cinco partidas pelo Campeonato Inglês foram duas vitórias, dois empates e a derrota para o Manchester United, por 3x1, com um raro gol de Fernando Torres para os londrinos, este um dos principais problemas para o português tentar resolver.

Na Champions League, a classificação por algumas vezes correu o risco de escapar. Após o empate com o Genk, na Bélgica e a derrota para o Bayer Leverkusen, na Alemanha, rondava por Stamford Bridge uma possível demissão do treinador. Não seria estranho tratando-se da necessidade imediata por resultado de Abramovich. Um erro que não se confirmou.

Os últimos jogos do Chelsea resumem um pouco da campanha neste ano. Depois de quebrar a invencibilidade do Manchester City, empates com os fracos Wigan e Fulham, além do bom resultado por 1 a 1, contra o Tottenham, em White Hart Lane. E para fechar o ano uma derrota para o Aston Villa, em Stamford Bridge, por 3 a 1.

Ao contrário da velocidade em que as coisas acontecem na vida do treinador de 34 anos, desta vez o título da Premier League não deve se concretizar e não demonstra força para conquistar a inédita Champions League. Porém, a base está sendo montada para a próxima temporada, com a finalidade de ter um time menos instável do que o ano de Villas-Boas.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Wenger e sua decepção mais cara

A trajetória de Àrsene Wenger pelo Arsenal é marcada pela contratação de jovens jogadores com bom potencial para crescimento. Com isso, os times mais recentes dos Gunners são formados por atletas sem grande experiência, mas com qualidade suficiente para fazer o clube permanecer na briga por competições europeias, e por vezes até o título, mesmo com investimento inferior mediante aos rivais.


São raros os momentos em que o manager francês esteve disposto a pagar uma grande quantia em dinheiro para trazer algum jogador. E justamente uma das principais contratações pode deixar o clube no próximo período de transferência sem deixar em Londres muita saudade, gols e nenhum título.


O russo Andrey Arshavin foi contratado do Zenit, em 2009. O valor pago de 12 milhões de libras pretendia trazer um atleta que destacou-se em conquistas nacionais pelo time russo e da então Copa da Uefa 2007/08 – hoje Liga Europa. Mas a realidade na Inglaterra foi outra.


Arshavin teve momentos de destaque com boas atuações pelo time de Wenger, principalmente nos quatro gols marcados no empate contra o Liverpool, em Anfield, em 2009, pouco depois de sua chegada. Mas partida como aquelas foram poucas. A instabilidade marcou – ou está marcando – a passagem do russo pelo Arsenal, com média de pouco mais de um gol a cada quatro partidas.


A possibilidade de retorno de Arshavin para o Zenit pode acontecer, principalmente pelo interesse do Arsenal em Podolski. Caso aconteça, será a decepção mais cara de Wenger, tão criticado por apostar em promessas.